Sistemas de Educação

REINO UNIDO

A educação obrigatória no Reino Unido, que vai dos 5 aos 16 anos de idade, é oferecida em dois tipos de escolas: state-funded, que são financiadas pelo governo, e independent, que cobram taxas escolares.

É interessante notar que muitas das grandes independent schools são também chamadas de public schools. Mas, atenção, porque este nome não tem nada a ver com o sistema público gratuito que conhecemos no Brasil, pelo contrário: as public schools britânicas seriam o que chamamos aqui de escolas particulares.

Uma das principais é Eton College, onde estudaram os príncipes Harry e William (filhos do príncipe Charles). Fundada em 1440, acredita-se que Eton foi a primeira public school da Inglaterra, e foi assim chamada por acolher alunos de todo o país, ao passo que as outras escolas recebiam apenas alunos de suas vizinhanças, como era o costume na época.

Veja, abaixo, como se distribuem os vários níveis de aprendizado e qualificações dentro do sistema educacional britânico, que inclui Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A Escócia tem seu próprio sistema educacional, mas ele é compatível com o adotado no resto do Reino Unido.

Pré-Escola
A educação pré-escolar é oferecida tanto pelo sistema privado, quanto pelo governamental. Muitas crianças começam sua educação aos 3 ou 4 anos no curso maternal (nursery) de uma escola primária. As opções de estudo pré-escolar estão na seção “Familiares e Dependentes.

Educação Primária
A maioria das crianças britânicas inicia a educação formal com o curso primário, aos 5 anos de idade, e geralmente muda para o colégio ou escola secundária aos 11.

Educação Secundária
Todas as escolas secundárias do Reino Unido – tanto as governamentais, quanto as particulares – ensinam alunos até os 16 anos (pelo menos), preparando-os para os GCSEs. Um grande número de estudantes internacionais ingressa na educação secundária aos 11 ou 13 anos – muitos freqüentam escolas particulares que funcionam como internatos (boarding school).

Em geral, os estudantes de nível secundário cursam uma série de matérias principais, selecionadas pela escola, e outra série escolhida a partir de uma lista de matérias eletivas. Saiba mais na seção Ensino Primário e Secundário.

Educação pós-16 anos (incluindo A-levels e qualificações similares)
Após completarem o ensino obrigatório e os exames GCSE, aos 16 anos, os estudantes podem, legalmente, começar a trabalhar.

Aqueles que desejam continuar seus estudos ingressam no nível de educação denominado Further Education. Este é o termo utilizado para descrever as etapas de estudo e/ ou formação profissional de nível técnicoque vêm depois do ensino compulsório e antes do superior. Mais de 600 further education colleges oferecem uma ampla variedade de programas, incluindo cursos de Inglês, GCSEs, A-levels (ou outras qualificações similares), cursos técnicos ou de ofícios, cursos de acesso (access e foundation courses) e alguns cursos de graduação Entre os Further education colleges, qualificações como A-levels e NVQs são ministradas em tutorial colleges ou sixth form colleges.

Neste nível, o aluno tem muito mais liberdade de escolha que no ensino obrigatório, mas é orientado a selecionar matérias que o ajudem em sua futura carreira profissional ou no curso de graduação que escolher. Além das matérias tradicionais, o aluno pode escolher dentre uma vasta gama de disciplinas, incluindo Comunicação, Fotografia, Educação Física, Teatro, etc.

A maioria dos tutorial colleges proporciona um ambiente de estudos menos formal que os sixth form colleges. Nos dois casos, porém, as turmas são pequenas, com atenção individual.

Educação pós-18 anos

Normalmente, os alunos dos tutorial ou sixth form colleges terminam seu curso secundário aos 18 anos, com uma qualificação A-level ou similar, e continuam seus estudos em cursos profissionalizantes ou no ensino superior.

Ensino Superior (Higher Education)

Este é o termo utilizado para descrever a educação oferecida em universidades, faculdades e instituições que ofereçam cursos em nível de graduação ou mais alto. O Reino Unido tem 127 institutos de ensino de nível superior com poder legal para emitir seus próprios diplomas, contabilizando ampla variedade de cursos em termos de graduação e pós-graduação.

Panorama do Sistema Educacional Britânico

O portal governamental www.teachernet.gov.uk traz resumos didáticos, em inglês, da estrutura do sistema educacional, qualificações até o nível dasHNCs e HNDs e exames a que os alunos se submetem. Resumos em inglês sobre as etapas de ensino subseqüentes estão no portal www.educationuk.org.

Fonte: British Council

Todos os diplomas britânicos devem ser autenticados no Consulado Brasileiro no Reino Unido. No site da Embaixada Brasileira, você encontra o endereço do Consulado Brasileiro em Londres, assim como informações sobre todas as funções desempenhadas pelo Consulado, no item “Consular Services”.

Ao retornar ao Brasil, os estudantes deverão solicitar ao British Council um atestado de reconhecimento da instituição. Os diplomas universitários expedidos fora do País devem ser reconhecidos por uma universidade pública brasileira que ofereça a mesma disciplina cursada pelo estudante no exterior. Havendo necessidade de tradução juramentada de documentos escolares, procure a Junta Comercial do estado do Brasil onde você reside.

Para mais informações, veja as instruções para validação de documentos escolaresno site do MEC. Confira também, na íntegra, as resoluções do Conselho Nacional de Educação, CNE, a respeito deste assunto.

Como proceder para validar, no Brasil, certificados de estudos de Ensino Primário e Secundário obtidos no Reino Unido?

Todos os certificados de Ensino Primário e Secundário no Reino Unido são reconhecidos no Brasil. Cabe ao estudante procurar o Consulado do Brasil mais próximo para reconhecer os documentos fornecidos pelo colégio e fazer a tradução juramentada. No Brasil, o estudante deve procurar a Secretaria de Educação de seu Estado para validar os documentos.

Como proceder para validar estudos de nível superior (graduação e pós-graduação) realizados no exterior? E no caso de cursos que não existam no Brasil?

O procedimento para a revalidação de estudos de nível superior é bem parecido com o procedimento anterior. A diferença fundamental é que, enquanto a revalidação de estudos de nível fundamental e médio é feita pelas Secretarias Estaduais de Educação, a revalidação de estudos de nível superior é realizada por instituição de ensino superior, desde que devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação, e que ofereça curso semelhante ao cursado pelo estudante no exterior.

No âmbito do sistema educacional brasileiro, o tema é regulamentado pelo artigo 48 da Lei nº 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e pela Resolução nº 3/85 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estabelece o seguinte procedimento para a revalidação de estudos de nível superior:

  • Para solicitar a revalidação do diploma ou certificado, o interessado deverá, primeiramente, identificar a universidade pública, autorizada pelo CNE, que ministre curso semelhante ou afim ao curso a ser revalidado;
  • O processo tramita diretamente na instituição escolhida pelo interessado, que deve apresentar, na ocasião, cópia do diploma expedido e documento oficial do estabelecimento de ensino estrangeiro contendo dados sobre a carga horária, o currículo do curso, o programa (ementa) das disciplinas cursadas e o histórico escolar do postulante. Todos os documentos devem ser autenticados pela autoridade consular brasileira no país que o expediu. Todas as firmas dos documentos devem ser devidamente reconhecidas;
  • Os processos são analisados um a um, e a decisão final é tomada por uma comissão de especialistas da área, designada pela instituição. A revalidação poderá incluir a obrigatoriedade de estudos complementares, exames e provas específicas (função de arbítrio da universidade, que tem autonomia para tanto);
  • Somente após este trâmite, a universidade pode efetuar o registro do diploma. No caso dos certificados, títulos e diplomas de pós-graduação, só poderão conceder revalidação as universidades ou instituições isoladas federais de ensino superior que mantenham programa (mestrado ou doutorado) em área de conhecimento idêntica ou afim, as quais tenham obtido notas 4 ou 5 na última avaliação da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A revalidação do diploma ou certificado de estudos de nível superior realizados no exterior é suficiente para o exercício da profissão no Brasil?

A simples revalidação do diploma ou certificado não é suficiente, mas é condição fundamental para a obtenção do registro profissional – a autorização que habilita o profissional a exercer sua atividade regularmente no Brasil. Sem esse registro, veda-se o exercício da profissão, mesmo que o profissional tenha em mãos a revalidação de estudos de nível superior realizados no exterior.

O registro profissional pode ser obtido junto à entidade de classe respectiva, no Estado onde o profissional irá fixar residência. Por exemplo: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para o curso de Direito, Conselho Regional de Medicina (CRM), para o curso de Medicina, Conselho Regional de Engenharia (CREA), para o curso de Engenharia, Conselho Regional de Psicologia (CRP), para o curso de Psicologia, e assim por diante. É importante lembrar, entretanto, que nem todas as profissões exigem o referido registro para o exercício da profissão.

Fonte: British Council

ESTADOS UNIDOS

A maioria dos americanos freqüenta um total de doze anos entre a educação fundamental (“primary school”) e o ensino médio (“secondary school”). Com um diploma ou certificado de educação secundária (“high school”), o estudante pode entrar em um “college”, universidade, escola técnica, escola de secretariado e outros cursos profissionalizantes.

As crianças americanas cursam cinco ou seis anos de escola primária. Em seguida, passam para a escola secundária, que consiste em dois programas de três anos cada um ou um programa de três seguido por outro programa de quatro anos. Esses cursos são chamados de “middle school” ou “junior high school” e “senior high school” (geralmente chamado simplesmente de “high school”). Os americanos chamam estes doze anos de escola primária e secundária de “grades” (séries).

Após terminar o “high school” (décima segunda série), os estudantes americanos podem ir para um “college” ou universidade. Os estudos feitos em “college” ou universidade são chamados de “higher education” (educação superior). Você deve procurar saber qual nível de educação no seu país corresponde à décima segunda série dos EUA. Também seria bom perguntar a seu orientador educacional ou pedagógico se é preciso que você passe um ou dois anos se preparando para ser admitido em uma instituição de ensino superior nos EUA. Em alguns países, as empresas e o governo não reconhecem um diploma de educação superior obtido nos EUA se o estudante tiver começado seus estudos de nível superior nos EUA antes de que pudesse entrar na universidade em seu país de origem.

O sistema britânico de educação é muito diferente do americano. Por exemplo, os estudantes britânicos cursam 13 anos de escola, ao passo que os americanos cursam 12. Além disso, precisam fazer os exames chamados “A levels” ao concluir a escola secundária.

Os estudos feitos em “college” ou universidade para obter o grau de bacharel são chamados de educação“undergraduate”. Os estudos feitos após a obtenção do bacharelado são chamados de “graduate school” ou “postgraduate”, estudos de pós-graduação. Entre os cursos de pós-graduação, encontram-se direito, medicina, MBA (mestrado em administração de empresas) e Ph.D. (doutorado).

O “community college” é um “college” público, de dois anos, mantido pelo estado. Os “community colleges” atendem a comunidade local, geralmente uma cidade ou região. Muitos dos estudantes são jovens que moram com suas famílias ou pessoas que trabalham durante o dia e estudam à noite. Estudantes não-tradicionais também preferem freqüentar um “community college” após terem passado alguns anos trabalhando antes de decidirem-se a fazer estudos de nível superior. A maioria dos “community colleges” recebe estudantes internacionais. Essas instituições oferecem serviços especiais para estudantes internacionais, tal como aulas particulares gratuitas. Muitos “community colleges” também oferecem programas de inglês como segunda língua (ESL) ou programas intensivos de inglês.

Mestrado:

Muitos estudantes internacionais podem obter o trabalho que desejam após fazer um mestrado (“Master’s degree”). Áreas como biblioteconomia, engenharia e serviço social geralmente exigem mestrado. O MBA, ou mestrado em administração de empresas, é um mestrado extremamente popular e que costuma levar dois anos para ser feito, embora também existam programas acelerados de um ano de duração. Alguns mestrados, como o de jornalismo, duram apenas um ano.

Em um programa de mestrado acadêmico, os estudantes se concentram em áreas como história e filosofia. Esses diplomas são requisitos para a conquista de um doutorado (Ph.D.).

A maior parte do tempo de um mestrado se passa em estudos em sala de aula. O candidato a um mestrado deve preparar uma longa monografia de pesquisa chamada tese de mestrado (“master’s thesis”).

Doutorado (Ph.D.):

Muitas escolas de pós-graduação consideram o mestrado como a primeira etapa na obtenção de um doutorado, ou Ph.D. Porém, em outras escolas, os estudantes podem preparar-se diretamente para o doutorado sem ter feito um mestrado. O doutoramento pode levar três anos ou mais. Para estudantes internacionais, o período pode estender-se até cinco ou seis anos.

Durante os primeiros dois anos, a maioria dos candidatos a doutorado se inscrevem em cursos e seminários. Durante pelo menos outro ano, os estudantes se dedicam a pesquisas e a escrever uma tese ou dissertação. Esse trabalho deve conter pareceres, projetos ou pesquisas que não tenham sido publicados anteriormente.

A dissertação de doutorado é uma discussão e um resumo do conhecimento acadêmico sobre um determinado tópico. A maioria das universidades com programa de doutorado também exige que os candidatos tenham capacidade de leitura em pelo menos dois idiomas estrangeiros, passem um certo período de tempo como residentes, freqüentando aulas regularmente, façam um exame de qualificação que admita oficialmente os candidatos ao programa de Ph.D., e façam um exame oral sobre o mesmo tópico da dissertação.

Fonte: StudyUSA